Patrimônio de Larry Ellison Cai US$ 12 Bilhões após Queda das Ações da Oracle Entenda como a captação bilionária da Oracle para investimentos em inteligência artificial derrubou as ações da empresa e reduziu o patrimônio de Larry Ellison.
Meu caro, o mercado de tecnologia não para quieto nem por um segundo, e quando os gigantes se mexem, o chão treme até aqui no nosso Goiás. As apostas pesadas em inteligência artificial estão custando caro, e quem sentiu o baque desta vez foi Larry Ellison, cofundador da Oracle, que viu uma verdadeira fortuna sumir do mapa em apenas um dia.
Aqui no Aqui Goiás, a gente traz direto da fonte os detalhes dessa movimentação financeira global que mexe com o ranking dos homens mais ricos do mundo e gera debates acalorados sobre o futuro dos investimentos em tecnologia.
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
O patrimônio líquido estimado de Larry Ellison, cofundador da Oracle, diminuiu quase US$ 12 bilhões (R$ 60 bilhões) na segunda-feira, após uma forte queda nas ações da empresa, que atingiram o menor nível em quatro meses. O movimento ocorreu depois que a companhia anunciou uma operação de captação de US$ 20 bilhões (R$ 100 bilhões), por meio de dívida e emissão de ações, que poderá financiar suas soluções na área de inteligência artificial.
Principais números
O patrimônio de Ellison recuou US$ 11,9 bilhões (R$ 59,5 bilhões), para US$ 159,7 bilhões (R$ 798,5 bilhões). Apesar da queda, ele mantém a oitava posição no ranking de bilionários em tempo real da Forbes, logo à frente de Steve Ballmer, proprietário do Los Angeles Clippers, cujo patrimônio é estimado em US$ 159,9 bilhões (R$ 799,5 bilhões).
As ações da Oracle caíram 8,76%, atingindo o menor patamar desde abril. Nos últimos seis meses de negociação, os papéis acumulam desvalorização superior a 30%.
A empresa apresentou dois documentos à Securities and Exchange Commission (SEC, órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos), nos quais informou sua intenção de emitir US$ 10 bilhões (R$ 50 bilhões) em ações ordinárias e US$ 10 bilhões (R$ 50 bilhões) em títulos de dívida.
Segundo os documentos enviados à SEC, os recursos serão destinados a finalidades corporativas gerais, incluindo investimentos em bens de capital, pagamento de dívidas, investimentos ou aquisições futuras, distribuição de dividendos em dinheiro e recompra de ações ordinárias.
Avaliação da Forbes
Com esse patrimônio, Ellison fica atrás de Jensen Huang, CEO da Nvidia (US$ 178,4 bilhões, ou R$ 892 bilhões); Mark Zuckerberg, CEO da Meta (US$ 210,6 bilhões, ou R$ 1,053 trilhão); Sergey Brin, cofundador da Alphabet (US$ 217,4 bilhões, ou R$ 1,087 trilhão); Michael Dell, à frente da Dell Technologies (US$ 222,9 bilhões, ou R$ 1,1145 trilhão); Larry Page, cofundador da Alphabet (US$ 236,1 bilhões, ou R$ 1,1805 trilhão); Jeff Bezos, cofundador da Amazon (US$ 369,2 bilhões, ou R$ 1,846 trilhão); e Elon Musk, CEO da SpaceX (US$ 892,7 bilhões, ou R$ 4,4635 trilhões).
O dado em destaque
37%. Essa foi a desvalorização acumulada pelas ações da Oracle neste ano. Os papéis atingiram sua máxima anual em junho, quando chegaram a US$ 248 (R$ 1.240).
Contexto
No balanço do primeiro trimestre, divulgado em setembro, a Oracle informou que sua receita com infraestrutura em nuvem cresceu 121%. A empresa também anunciou a assinatura de contratos adicionais na área de computação em nuvem voltada à inteligência artificial, que somam mais de US$ 30 bilhões (R$ 150 bilhões). Ao mesmo tempo, manteve sua previsão de gastos anuais, entre US$ 90 bilhões (R$ 450 bilhões) e US$ 95 bilhões (R$ 475 bilhões).
Embora a Oracle tenha apresentado resultados expressivos em seus balanços trimestrais recentes, suas ações vêm sendo pressionadas pelas preocupações dos investidores com os gastos em inteligência artificial e com a capacidade da companhia de transformar os bilhões de dólares investidos nessa área em retornos financeiros.
No ano fiscal de 2026, a Oracle registrou despesas de capital (capex) de US$ 55,7 bilhões (R$ 278,5 bilhões).
*Matéria publicada originalmente em Forbes Itália.
Artigo original publicado por Forbes Itália em https://forbes.it
Análise do Mercado e o Custo da Inovação
Reflexão do Curador: A corrida global pela inteligência artificial tem exigido investimentos astronômicos das grandes empresas de tecnologia. No entanto, o mercado financeiro demonstra uma impaciência evidente quando o volume de capital investido (capex) supera a velocidade de retorno financeiro visível a curto prazo, gerando volatilidade imediata no valor das ações.
Perguntas para reflexão:
- Até que ponto o mercado financeiro está disposto a financiar o futuro da inteligência artificial sem ver lucros imediatos?
- Como gigantes como a Oracle podem equilibrar a necessidade de inovação pesada com a estabilidade exigida pelos acionistas?
O episódio envolvendo Larry Ellison e a Oracle evidencia que a transição para a era da inteligência artificial não é um caminho linear. Enquanto a infraestrutura em nuvem cresce expressivamente, o apetite voraz por capital levanta dúvidas legítimas entre os investidores sobre a sustentabilidade dessas margens a longo prazo.
Lições Práticas:
- Gestão de Expectativas: Empresas de tecnologia precisam comunicar com clareza o retorno sobre o capital investido em inovações de longo prazo para evitar fugas de investidores.
- Mitigação de Riscos: Captações bilionárias via dívida e emissão de ações exigem planejamento estratégico rigoroso para não comprometer a saúde financeira da companhia.
- Visão de Longo Prazo: O mercado muitas vezes reage com pânico a movimentos de curto prazo, mas a infraestrutura digital continuará sendo o alicerce da economia global.
E você, meu caro leitor, acredita que toda essa febre de investimentos em inteligência artificial vai se pagar logo ou estamos diante de uma bolha prestes a estourar?
Fonte Original: https://forbes.it
Autor Original: Redação Forbes Itália
Nota do Curador: Este conteúdo foi selecionado por sua relevância e enriquecido com nossa análise editorial no Aqui Goiás para trazer mais contexto e profundidade ao leitor.
