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Percepção na capacidade de poupar e investir muda de acordo com perfil do brasileiro

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Percepção de investimento divide brasileiros: classe média aponta queda, enquanto base vê alívio Descubra como a percepção sobre a capacidade de poupar e investir varia entre classes sociais no Brasil, segundo nova pesquisa BTG/Nexus.

Meu caro, direto da fonte: quando o assunto é o bolso do brasileiro, os números nunca mentem, mas contam histórias bem diferentes dependendo de onde a pessoa está pisando. Pois bem, a nova rodada de pesquisa da BTG/Nexus trouxe à tona um retrato curioso e bastante dividido sobre como a população enxerga sua capacidade de guardar dinheiro nos últimos tempos.

Aqui no Aqui Goiás, a gente gosta de olhar para esses dados com aquela atenção redobrada, afinal, entender para onde vai o poder de compra da nossa gente é o primeiro passo para compreender o humor do mercado e da sociedade. Vamos aos detalhes dessa leitura que mexe diretamente com a economia do nosso dia a dia.

Enquanto índice aponta saldo positivo para o governo entre quem ganha menos, classe média atribui à gestão federal menor capacidade de investimento A nova rodada de pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda (14), aponta um equilíbrio entre a percepção de brasileiros sobre sua capacidade de poupar e investir nos últimos anos.

Os dados mostram que 28% atribuem ao governo federal a piora na sua capacidade de poupar dinheiro ou realizar investimentos desde 2023, percentual bem próximo dos 27% que acham que a capacidade de poupar melhorou e que creditam essa melhora ao governo do presidente Lula. Outros 27% consideram que a situação permanece igual. Um total de 8% sentiu piora sem responsabilidade do governo, enquanto 3% relataram melhora por outros fatores (6% NS/NR).

A segmentação desses dados revela que a capacidade de poupar afeta de forma mais aguda a classe média e o mercado formal, enquanto quem ganha menos e os mais velhos apontam melhorias. No Sul, chega a 48% a responsabilização do governo pela perda da capacidade de poupar.

Percentual alto também entre os eleitores evangélicos (36%), no mercado de trabalho formal (PEA formal, 35%), entre pessoas com Ensino Superior (37%) e na faixa de renda superior a 5 salários mínimos (32%). Os homens (33%) também penalizam mais o governo do que as mulheres (25%). Já a percepção de melhora na capacidade de guardar dinheiro impulsionada pelo governo é maior que a média nacional entre eleitores sem religião (40%), moradores do Nordeste (36%), maiores de 60 anos (27% melhorou vs. 22% piorou) e a faixa de renda de 1 a 2 salários mínimos (29% vs. 23%). As mulheres também registram saldo positivo (29% vs. 25%).

Na faixa de renda mais vulnerável (até 1 salário mínimo), a incapacidade de poupar é a regra estrutural: 30% afirmam que a situação “está igual”, 22% apontam melhora por ação do governo, 21% veem piora por influência governamental e 14% relatam piora por outros fatores.

Neste estrato, 10% não souberam responder. A parcela dos desocupados apresenta o maior índice de degradação da poupança sem culpa do governo: 21% afirmam que a situação piorou por fatores alheios à gestão, somando-se aos 25% que culpam o governo federal (totalizando 46% de piora geral). Apenas 23% relatam melhora por ação do governo.

“A capacidade de poupança é um termômetro semível do poder de compra real“, analisa Marcelo Tokarski, CEO da Nexus. “Os dados mostram que enquanto a base da pirâmide (1 a 2 salários mínimos) consegue respirar minimamente, o eleitor com carteira assinada e maior escolaridade sente menos sobra no orçamento e responsabiliza diretamente o governo federal por isso“, conclui. A Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados entrevistou, por telefone, 2.003 pessoas entre os dias 11 e 13 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

Artigo original publicado por Nexus em https://www.btgpactual.com (ou canal oficial de divulgação da pesquisa).

Reflexões e Análise do Curador

O fosso entre a base e o topo da pirâmide

O que salta aos olhos nessa radiografia econômica é o contraste nítido de percepções. Enquanto os estratos de menor renda — beneficiados por programas sociais e políticas de valorização do salário mínimo — conseguem enxergar algum fôlego, o trabalhador formal e a classe média sentem o peso da inflação e dos custos fixos comprimindo o orçamento.

Reflexão do Curador: A economia real é plural. O governo ganha pontos onde há impacto direto de transferência de renda, mas perde capital político justamente entre quem sustenta a engrenagem formal do mercado de trabalho e possui maior exigência de consumo e investimento.

Perguntas para reflexão

  • Como as políticas públicas futuras podem atender à classe média que hoje se sente sufocada financeiramente?
  • De que maneira a inflação invisível afeta a capacidade real de poupança dos trabalhadores formais?
  • Até que ponto o otimismo da base da pirâmide é sustentável a longo prazo sem um aquecimento robusto do mercado de trabalho?
  • Quais estratégias o cidadão comum pode adotar para proteger sua capacidade de investimento em cenários de instabilidade?

Conclusão e Lições Práticas

Compreender esses movimentos econômicos nos permite enxergar além dos grandes indicadores macroeconômicos. A percepção do brasileiro comum é guiada pelo que sobra — ou falta — no fim do mês na hora de pagar as contas e tentar guardar alguma economia.

  • Monitore seu orçamento: Em cenários de polarização econômica, o controle rígido dos gastos fixos é a melhor ferramenta de defesa contra a perda de poder de compra.
  • Entenda o seu público: Se você empresta serviços ou vende produtos, saiba que o comportamento de consumo da base da pirâmide difere drasticamente do comportamento da classe média e do mercado formal neste momento.
  • Busque diversificação: Proteger investimentos exige atenção redobrada aos juros e à inflação real, independentemente do cenário político avaliado pelas pesquisas.

E por aí, meu caro leitor? No seu orçamento pessoal, a capacidade de poupar melhorou, piorou ou continua a mesma nos últimos tempos? Deixe sua opinião nos comentários!

Fonte Original: BTG/Nexus

Autor Original: Equipe de Inteligência de Dados da Nexus

Nota do Curador: Este conteúdo foi selecionado por sua relevância e enriquecido com nossa análise editorial no Aqui Goiás para trazer mais contexto e profundidade ao leitor.

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