Vendas de imóveis em SP sobem 37% em agosto, mas valores caem: entenda o cenário O mercado imobiliário de São Paulo registra alta de 36,9% nas vendas em agosto, impulsionado pelo programa Minha Casa, Minha Vida, mas o VGV recua. Confira a análise detalhada no Aqui Goiás.
Fala, meu caro leitor! Direto da fonte para a nossa prosa de hoje aqui no Aqui Goiás, trazemos uma análise fresquinha sobre os rumos do mercado imobiliário na maior capital do país. Poois é, os números de agosto de 2026 mostram um cenário curioso: vende-se muito mais, mas o faturamento total dá uma recuada. O que será que está por trás desse descompasso? Vamos prosear sobre isso agora mesmo.
Abaixo, você confere a matéria em sua íntegra, com todos os dados e tabelas oficiais levantados pelo setor:
O mercado econômico, que inclui os imóveis enquadrados no MCMV, respondeu por 13.649 lançamentos em agosto na cidade de São Paulo, ou 77% do total Imagem: Ricardo Stuckert/PR O mercado imobiliário da cidade de São Paulo vendeu 10.813 imóveis residenciais novos em agosto de 2026, alta de 36,9% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram comercializadas 7.897 unidades. Apesar do avanço no volume de negócios, o VGV (Valor Geral de Vendas) caiu 12,8% na comparação anual, para R$ 4,74 bilhões, ante R$ 5,44 bilhões em agosto de 2025. Os dados são da PMI (Pesquisa Mensal do Mercado Imobiliário), realizada pelo Secovi-SP com incorporadoras associadas. A diferença entre o crescimento das vendas em unidades e a queda do VGV ocorre em um mercado no qual o MCMV (Minha Casa, Minha Vida) concentra a maior parte das transações. Em agosto, o programa respondeu por 7.707 imóveis vendidos, o equivalente a 71% do total, enquanto os demais segmentos somaram 3.106 unidades. O Descompasso Entre Volume e Receita em SP Vendas físicas disparam na capital paulista, mas faturamento em VGV recua Agosto / 2026 (Mensal) 10.813 un. +36,9% Vendas residenciais no mês R$ 4,74 bi -12,8% Valor Global de Vendas (VGV) Valores no INCC-DI (vs ago/25: R$ 5,44 bi) Acumulado 12 Meses 121.064 un. +10,2% Vendas (Set/25 a Ago/26) R$ 60,20 bi -4,4% Valor Global de Vendas (VGV) Comparado ao ciclo anterior (R$ 63,0 bi) Fonte: PMI/Secovi de agosto de 2026 Imóveis de até R$ 400 mil concentram 80% das vendas Os dados da pesquisa mostram ainda que, em agosto, 3.063 imóveis vendidos custavam até R$ 275 mil, equivalentes a 28% do total. Outros 5.649, ou 52%, estavam na faixa entre R$ 275 mil e R$ 400 mil. Somadas, as duas faixas representaram 8.712 unidades, ou aproximadamente 80,6% das vendas do mês. Os imóveis acima de R$ 400 mil responderam pelos 19,4% restantes. A concentração das vendas nas faixas de menor preço ajuda a entender por que o número de unidades comercializadas pode crescer sem que o valor total das transações acompanhe o mesmo ritmo. Em abril de 2026, os limites de preço das Faixas 1 e 2 do MCMV na capital paulista passaram para R$ 275 mil, enquanto o teto da Faixa 3 foi ampliado para R$ 400 mil. Para efeito da PMI, o Secovi informa que são considerados enquadrados no programa os imóveis financiados nas Faixas 1, 2 e 3. Ou seja, a chamada faixa da classe média (4), que financia imóveis de R$ 500 mil para R$ 600 mil, não está inclusa. Imóveis de dois dormitórios chegam a 68% do total Os apartamentos de dois dormitórios concentraram 7.365 vendas em agosto, equivalentes a 68% do total, e geraram R$ 2,7 bilhões em VGV, ou 57% do montante movimentado no mês. Já os imóveis de três dormitórios somaram 312 unidades vendidas, enquanto os de quatro ou mais dormitórios tiveram 88 vendas. Juntos, esses dois grupos totalizaram 400 unidades, apenas 3,7% das vendas, mas movimentaram cerca de R$ 1,07 bilhão, o equivalente a 22,5% do VGV. Vendas crescem mais que o VGV no acumulado de 12 meses Assim como ocorreu no mês de agosto, quando a comparação é feita pela soma dos 12 meses também chega-se à conclusão de que o mercado vem vendendo mais unidades, porém, com um valor menor de vendas. Entre setembro de 2025 e agosto de 2026, foram comercializadas 121.064 unidades residenciais novas na capital paulista. O número de unidades vendidas cresceu 10% em relação aos 12 meses anteriores, de setembro de 2024 a agosto de 2025, quando as vendas somaram cerca de 109,9 mil unidades. O Domínio do Minha Casa, Minha Vida em SP Segmento econômico lidera vendas e lançamentos com forte concentração até R$ 400 mil VENDAS EM AGOSTO (10.813 UNIDADES) MCMV: 71% (7.707 un.) Outros: 29% LANÇAMENTOS EM AGOSTO (17.797 UNIDADES) MCMV: 77% (13.649 un.) Outros: 23% 80,6% DAS VENDAS Concentradas até R$ 400 mil • Até R$ 275 mil: 28% (3.063 un.) • De R$ 275 mil a R$ 400 mil: 52% (5.649 un.) 2 DORMITÓRIOS Tipologia hegemônica • 68% das vendas na capital (7.365 un.) • 57% do VGV total (R$ 2,70 bilhões) Fonte: PMI/Secovi de agosto de 2026 Já o VGV acumulado caiu 4% na mesma comparação, de R$ 63 bilhões para R$ 60,2 bilhões, considerando valores corrigidos pelo INCC-DI (Índice Nacional de Custo da Construção – Disponibilidade Interna) a preços de agosto de 2026. MCMV nos lançamentos chega a 77% A cidade de São Paulo lançou 17.797 unidades residenciais novas em agosto, alta de 113% em relação às 8.354 lançadas no mesmo mês de 2025. O VGL (Valor Global Lançado) foi de R$ 3,61 bilhões, em valores corrigidos pelo INCC-DI. No acumulado do ano, entre janeiro e agosto de 2026, foram lançadas 91.361 unidades residenciais na capital. No acumulado de 12 meses, de setembro de 2025 a agosto de 2026, o total chegou a 154.769 unidades, avanço de 25% em relação ao período anterior (setembro de 2024 a agosto de 2025). O mercado econômico, que inclui os imóveis enquadrados no MCMV, respondeu por 13.649 lançamentos em agosto, ou 77% do total. Os outros mercados representaram 23% (4.148 unidades). Oferta final cresce 51% puxada pelo MCMV O aumento dos lançamentos elevou o volume de apartamentos disponíveis para venda na cidade de São Paulo, segundo os dados do PMI. Oferta Final Salta 51% e Revela Ritmos Distintos Volume disponível chega a 98 mil imóveis em SP; liquidez popular é 38% superior Oferta Disponível (Agosto/26) 98.018 unidades +50,7% frente a ago/2025 (65,0 mil) R$ 70,6 bilhões Valor Global da Oferta (VGO) Fase: 52% em obras | 47% planta | 1% prontos Tempo de Escoamento (Estimado) 8 meses Econômicos (MCMV) Giro acelerado com alta demanda 13 meses Médio e Alto Padrão Subiu de 7 meses (2024) para 13 (2026) Ritmo de absorção desacelerou no segmento Fonte: PMI/Secovi de agosto de 2026 Em agosto de 2026, a oferta final chegou a 98.018 unidades, alta de 50,7% em relação a agosto de 2025, quando havia 65 mil imóveis disponíveis. O VGO (Valor Global da Oferta), atualizado pelo INCC, alcançou R$ 70,6 bilhões, ante R$ 54,8 bilhões um ano antes. O MCMV concentrava 60% do estoque de novos imóveis da capital, com 59,1 mil unidades. Apesar do volume, o prazo estimado para escoar essa oferta era de oito meses, considerando o ritmo atual de vendas, segundo o Secovi-SP. Nos segmentos de médio e alto padrão, a estimativa era de 13 meses.
Artigo original publicado por Redação Secovi-SP em https://www.secovi.com.br
Análise e Perspectivas do Mercado Imobiliário
Quando olhamos friamente para os números apresentados pelo Secovi-SP, percebemos uma transformação profunda na dinâmica de consumo da habitação urbana. A alta expressiva nas unidades comercializadas contrasta com a redução do Valor Geral de Vendas, evidenciando que o motor atual da construção civil reside na habitação popular e de interesse social.
Reflexão do Curador
Reflexão: O protagonismo do programa Minha Casa, Minha Vida revela que a demanda reprimida por moradia própria continua altíssima, mas a capacidade de pagamento das famílias está fortemente ancorada nos subsídios e nas faixas de financiamento mais acessíveis. O mercado respondeu ao reajuste dos tetos de preço, dinamizando as vendas de unidades de até R$ 400 mil e garantindo liquidez rápida para as incorporadoras focadas nesse nicho.
Perguntas para reflexão:
- Como as constidoras de médio e alto padrão devem se adaptar à desaceleração no ritmo de absorção dessas unidades?
- Até que ponto a expansão dos limites de valor do MCMV continuará ditando o ritmo de lançamentos nas grandes capitais brasileiras?
Lições Práticas e Veredito
Para quem acompanha ou investe no setor imobiliário, os dados de agosto deixam lições claras sobre onde está a verdadeira movimentação de capital e volume no Brasil:
- Foco na Base da Pirâmide: Unidades econômicas de até R$ 400 mil e com dois dormitórios lideram o apetite do consumidor atual.
- Giro Rápido: O tempo de escoamento de apenas 8 meses para imóveis econômicos demonstra uma saúde invejável de liquidez em comparação aos 13 meses do alto padrão.
- Volume versus Margem: Vender mais unidades não significa necessariamente faturar mais em receita bruta, exigindo maior eficiência de custos das construtoras.
E você, meu caro leitor, acredita que essa forte guinada para o mercado econômico veio para ficar ou o médio padrão ainda vai retomar o protagonismo nos próximos meses? Deixe sua opinião nos comentários!
Fonte Original: www.secovi.com.br
Autor Original: Redação Secovi-SP
Nota do Curador: Este conteúdo foi selecionado por sua relevância e enriquecido com nossa análise editorial no Aqui Goiás para trazer mais contexto e profundidade ao leitor.
Artigo original publicado por Redação Secovi-SP em https://www.secovi.com.br
