Setembro chuvoso em São Paulo impulsiona vendas recordes no setor de sopas e caldos Descubra como o setembro mais chuvoso da história de São Paulo desde 1943 alavancou os negócios de empresas especializadas em sopas, gerando altas expressivas no faturamento.
A Influência do Clima nos Negócios: Quando a Chuva Vira Oportunidade
Meu caro, diria que o clima tem dessas surpresas que mudam o prato do dia e, literalmente, o caixa das empresas. Quando a natureza resolve dar uma guinada brusca, quem tem visão comercial encontra no termômetro em queda uma excelente oportunidade de faturamento. É exatamente o que mostra o cenário recente da capital paulista.
Aqui no Aqui Goiás, gostamos de olhar para além da notícia seca e entender como os movimentos do mercado nacional afetam a economia do dia a dia. A seguir, direto da fonte, trazemos os detalhes de como o mês mais chuvoso e atípico transformou o caldeirão de pequenos e médios empreendedores em um verdadeiro sucesso de vendas.
O mês de setembro ainda não acabou, mas já se tornou o mais chuvoso da história de São Paulo somente em seus primeiros 15 dias. Foram 261,8 milímetros de chuva, o maior volume registrado desde 1943, quando o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) iniciou as medições, aponta o G1. Segundo a entidade, junto da precipitação, o mês que marca a chegada da primavera também trouxe temperaturas amenas, com variação entre 14ºC e 17ºC. Embora setembro não seja considerado um mês quente, a variação costuma ser maior, entre 15ºC e 28ºC.
Neste ano, a frente fria que permaneceu durante os primeiros 15 dias do mês interferiu também nas vendas de empresas que comercializam sopa, um dos alimentos mais procurados quando as temperaturas caem.
No Empório da Sopa, por exemplo, o faturamento registrado nos primeiros 15 dias deste mês já corresponde a 67% do alcançado no mesmo período de 2025. Naquele ano, marcado pelo calor em boa parte dos dias, a empresa faturou cerca de R$ 300 mil no período. A estimativa do CEO Rodolpho Haddad Laurindo, 47 anos, é que, até o fim de setembro, “as vendas superem as do ano passado em até 30%”.
Com tíquete médio de R$ 50, o estabelecimento oferece 34 opções de caldos e cremes no cardápio. Entre as mais pedidas estão: canja, minestrone, caldo verde, caldo de kenga e legumes aos pedaços com carne.
Para efeito de comparação, junho e julho de 2025, os meses mais frios do ano, foram os de maior faturamento da empresa. Em 2026, porém, ondas de calor mudaram esse cenário. Maio foi o mês de maior faturamento até agora, com R$ 650 mil.
O Empório da Sopa nasceu como uma ideia de negócio simples e caseira, mas, em apenas 15 dias de operação, já dava sinais de demanda ao gerar reclamações dentro do próprio condomínio pela frequência de motoboys que buscavam os pedidos.
Laurindo e sua esposa, Renata Martins, 46, responsável pelas receitas da empresa, criaram o empreendimento em 2020, no início da pandemia. Na época, contavam apenas com a cozinha de casa e um fogão de quatro bocas.
Hoje, a empresa dispõe de uma cozinha equipada com caldeirões automatizados e três unidades físicas, incluindo uma na praça de alimentação do Shopping Center 3, em São Paulo, além da operação de delivery. Um mês de R$ 400 mil em faturamento é considerado normal para o negócio.
Em 2025, foram vendidas mais de 150 mil sopas e escondidinhos, que geraram faturamento bruto próximo de R$ 10 milhões, afirma Laurindo.
Frente fria trouxe crescimento de 15%
Outro estabelecimento especializado em sopas que vem se beneficiando da frente fria e das chuvas constantes em setembro é a Companhia das Sopas, empresa fundada em 2018 por Leandro Camini, 41 anos. Hoje, o negócio está presente em mais de 130 cidade entre os estados de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina com operações de delivery.
No ano passado, a empresa vendeu mais de 800 mil potes de sopa, com tíquete médio de R$ 80 por pedido. O cardápio reúne mais de 20 sabores, entre eles os carros-chefes, canja e sopa de cebola.
Apesar da presença maior no Sul e no Sudeste, regiões que já registram meses de temperaturas mais baixas, o clima irregular deste mês se converteu em um resultado que surpreendeu o empreendedor. Enquanto em setembro do ano passado a empresa faturou R$ 1,6 milhão com a venda de sopas, neste ano a expectativa é de um aumento de 15%, chegando a R$ 1,85 milhão.
Segundo Camini, esse patamar de vendas ainda não havia sido registrado em setembro, mês que costuma girar em torno de R$ 1,6 milhão. “Esse mês tem sido o melhor. As frentes frias foram mais longas e mais intensas do que o normal”, afirma, observando também a procura por pratos prontos como nhoque, panquecas, escondidinhos e galinhada.
Apesar do desempenho de setembro, junho ainda concentra o maior faturamento do ano, com R$ 3 milhões.
Sopa está entre os mais vendidos durante todo o ano
Em estabelecimentos que oferecem outros tipos de alimentos a procura por sopas não tem sido tão expressiva quanto nos negócios especializados. Na Panificadora Ceci, localizada na Zona Sul da capital paulista, até o dia 15 deste mês haviam sido vendidas o equivalente a 53% do volume comercializado em todo setembro do ano passado.
O sócio, diretor e proprietário do estabelecimento, Gustavo Guimarães Fernandes, 36 anos, não confirma a perspectiva de superar o resultado anterior.
A sopa, produto que está entre os três mais vendidos do menu da padaria durante todo o ano, segundo o proprietário, gerou um faturamento de R$ 63.290,30 em setembro do ano passado, com a venda de 1.627 unidades. Nas primeiras duas semanas deste mês, as 867 sopas vendidas foram responsáveis por um faturamento de R$ 36.414.
Com tíquete médio de R$ 38,90 e dez sabores no cardápio, a padaria vendeu 21.570 potes ao longo de 2025.
Segundo Fernandes, outros itens também são procurados em dias frias. “Estamos vendendo mais bolos e bebidas quentes, como cappuccino e chocolate quente. A venda desses itens sempre aumenta no frio”.
Inaugurada por imigrantes portugueses em 1964, a Panificadora Ceci comercializa diariamente dez sabores de sopa. A canja é fixa no menu, enquanto outras opções variam ao longo da semana, como legumes, mandioca com calabresa e bacon, abóbora com gengibre, mandioquinha com carne seca, creme de cebola, minestrone, alho-poró, caldo de feijão, kenga, creme de mandioquinha e caldo verde.
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Artigo original publicado por Redação G1 em G1.globo.com.
Reflexão e Análise do Curador
A resiliência dos negócios diante das oscilações climáticas
Reflexão: O comportamento do consumidor em relação à alimentação está profundamente atrelado a fatores externos como o clima. Em um cenário onde frentes frias atípicas surpreendem o mercado em pleno mês de setembro, empresas ágeis conseguem converter uma intempérie meteorológica em alta rentabilidade. Isso demonstra que a capacidade de adaptação operacional e o foco em produtos sazonais são diferenciais vitais para a sobrevivência e o crescimento no setor gastronômico.
Perguntas para reflexão:
- De que maneira o seu negócio pode se preparar rapidamente para aproveitar mudanças climáticas repentinas e sazonais?
- Como a diversificação do cardápio com opções reconfortantes pode blindar estabelecimentos tradicionais contra quedas de receita em períodos atípicos?
O Veredito e Lições Práticas
Poiis bem, meu caro, fica evidente que o planejamento estratégico aliado à agilidade comercial faz toda a diferença quando o ambiente externo muda da noite para o dia. Quem soube estocar insumos e posicionar seus produtos quentes no delivery colheu frutos excelentes.
- Monitore tendências sazonais: Esteja atento às previsões do tempo e ao comportamento de consumo para ajustar estoques e campanhas de marketing com antecedência.
- Diversifique o cardápio com inteligência: Oferecer opções de alta demanda para dias frios — como caldos, sopas e bebidas quentes — garante faturamento estável mesmo em épocas atípicas.
- Aposte na eficiência operacional: Escalar operações de delivery e contar com equipamentos modernos ajuda a absorver picos repentinos de demanda sem perder a qualidade.
E você, leitor do Aqui Goiás, já notou como o clima da sua região influencia diretamente os hábitos de consumo e os negócios locais? Deixe sua opinião nos comentários!
Fonte Original: G1
Autor Original: Redação G1
Nota do Curador: Este conteúdo foi selecionado por sua relevância e enriquecido com nossa análise editorial no Aqui Goiás para trazer mais contexto e profundidade ao leitor.

